Este não é um livro de filologia, embora finja ser em alguns momentos. Tampouco é um manual de latim, apesar de ostentar declinações aqui e ali como quem exibe medalhas herdadas. Trata-se, antes, de uma etnografia sonora, uma arqueologia do ouvido, um estudo sério levado a cabo com o devido desrespeito — cum gravitas et risu mixtis.
Aqui o latim não aparece como língua morta, mas como língua zombeteiramente viva: viva na boca da beata, do advogado, do coronel, do rezador, do político interiorano e do curioso que aprendeu meia dúzia de expressões e resolveu usá-las ad nauseam. É o latim que não se escreve corretamente, mas se pronuncia com convicção. O latim que não se entende, mas se respeita. O latim que funciona não apesar do erro, mas por causa dele.
| Número de páginas | 84 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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