Este livro não é um manual. Também não é defesa. Muito menos pedido de absolvição.
É uma narrativa construída a partir de camadas culturais que atravessam a cidade de Évora, o imaginário português, ecos afro-atlânticos e a tradição popular de feitiçaria ibérica. A personagem aqui apresentada é ficcional.
Mas as tensões que a alimentam — culpa, medo, poder, desejo, religião, perseguição — são históricas.
Entre a sombra de São Cipriano, as tradições populares do Alentejo e as cosmologias yorubás preservadas pelo Culto de Ifá, esta obra propõe uma mitologia de fronteira.
Nada aqui deve ser lido como instrução ritual.
Tudo deve ser lido como símbolo.
Quem procura manual encontrará metáfora.
Quem procura folclore encontrará filosofia.
Quem procura bruxa encontrará espelho.
Boa leitura,
Augusto Vasconcelos Neto
(Pai Cobra-Cega de Xangô)
| Número de páginas | 98 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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