A escolha do tema de um livro raramente é um ato puramente racional; ela costuma ser o resultado de uma obsessão silenciosa. No meu caso, o fascínio por Leonardo de Pisa começou quando percebi que a matemática e a arte compartilham o mesmo DNA.
Muitas vezes, a história ocidental relega a matemática a um campo frio, exato e desprovido de emoção.
Leonardo não criou a sequência ou os algarismos indo arábicos do nada. Ele foi um tradutor cultural. Viajou pelo Norte da África, absorveu o conhecimento dos matemáticos árabes e o trouxe para uma Europa que ainda dependia dos complexos algarismos romanos. Escrever sobre ele é celebrar o diálogo entre diferentes povos.
. A Estética do Universo: A sequência de Fibonacci e a consequente Razão Áurea estão estampadas nos girassóis, nas galáxias, nas ondas do mar e nas obras de Da Vinci. Com essa escolha temática procuramos mostrar ao leitor que a ciência não destrói a poesia do mundo — ela a explica.
Sabemos muito sobre o Liber Abaci (o Livro do Ábaco), mas pouco sobre o jovem que observava os mercadores em Bugia (atual Argélia). Romancear essa trajetória nos permitiu explorar a solidão do gênio, a incompreensão de sua época e a persistência de uma mente à frente de seu tempo.
Este livro é a nossa homenagem à beleza da ordem oculta no caos.
Que o leitor, ao fechar estas páginas, passe a olhar para as pétalas de uma flor ou para a arquitetura de uma cidade com os mesmos olhos curiosos e maravilhados de Leonardo.
| Número de páginas | 134 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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