Francisco Geraldo Fernandes de Almeida é gestor, historiador, criminólogo, psicanalista clínico, escritor, pesquisador e professor visitante. Natural de Quixadá, no Ceará, reúne em sua trajetória a formação acadêmica, a experiência profissional, a atuação institucional e o interesse pela história, pelo comportamento humano e pela dignidade das pessoas.
É presidente e fundador da Associação Brasileira de Criminologia — ABC, instituição dedicada ao ensino, à pesquisa e à divulgação da Criminologia no Brasil. Também é editor responsável pela Olhar Criminológico (OC), revista técnico-científica da entidade, de circulação internacional.
No campo da Criminologia, é membro fundador do Instituto Iberoamericano de Criminología Aplicada — IBERCRIMA, da Espanha, e membro associado da Associação Portuguesa de Criminologia, além de integrar instituições acadêmicas e culturais brasileiras e estrangeiras.
Na área cultural, preside a Academia Quixadaense de Letras e ocupa a Cadeira nº 35. Como historiador, dedica parte de seu trabalho à preservação da memória de Quixadá, à valorização de suas personalidades e ao reconhecimento das pessoas que participaram da formação política, cultural, educacional e social do município. Também integra, como membro correspondente, academias nacionais e internacionais.
É graduado em História, Gestão de Recursos Humanos e Investigação Forense e Perícia Criminal. Possui pós-graduações nas áreas de Transtorno do Espectro Autista — TEA, História, Criminologia, Investigação Criminal, Psicologia Forense, Psicologia Jurídica, Psicanálise, Neuropsicologia e Neuropsicopedagogia, além de três MBAs voltados à Gestão.
Concluiu o Master Internacional em Criminologia e Criminalística pelo Estudio Criminal, da Espanha. É especialista em Investigação Criminal e Psicologia Forense pela Faculdade Unyleya, em Psicologia Jurídica pela Universidade Candido Mendes e em Psicanálise por instituições do Brasil e do México. Possui formação livre em Psicanálise pelo IAMPST e formação em Hipnose. Recebeu ainda o título honorífico de Doutor Honoris Causa em Psicanálise.
Atualmente, permanece como mestrando em Criminologia pela Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales — UCES, da Argentina. Também cursou seis semestres da graduação em Psicologia, formação que se encontra trancada.
Como escritor, aborda temas relacionados à Criminologia, à História, ao comportamento humano, à identidade e à neurodiversidade. Entre seus trabalhos estão O mito do mal: Jack, o Estripador, sua participação no Manual Práctico de Criminología Forense e o livro Sou o que sou.
Em Sou o que sou, Francisco aborda o autismo da infância à vida adulta, reunindo pesquisa, experiência pessoal e reflexões sobre inclusão, direitos, identidade e pertencimento. O livro procura apresentar o autismo de maneira humana e equilibrada, sem tratá-lo como tragédia nem romantizá-lo como superpoder.
Francisco é uma pessoa autista, com TDAH e altas habilidades. A identificação dessas condições na vida adulta permitiu que compreendesse de outra maneira muitas experiências vividas desde a infância. Isso, no entanto, não passou a definir a totalidade de quem ele é.
Sua abordagem sobre a neurodiversidade nasce do encontro entre estudo e experiência de vida. Ao escrever sobre autismo, família, educação, trabalho e vida adulta, procura mostrar que cada pessoa possui necessidades, capacidades e maneiras próprias de existir. Para ele, ninguém cabe inteiramente dentro de um diagnóstico, e nenhum diagnóstico deve ser usado para diminuir a dignidade de alguém.
Sua vida acadêmica e literária também se relaciona com a carreira desenvolvida no Grupo HWS/Motocedro, onde atua desde 1996 nas áreas comercial, de pós-vendas e de gestão de pessoas. Ao longo de aproximadamente três décadas, participou do crescimento da organização, da formação de equipes e do desenvolvimento profissional de diferentes gerações de colaboradores.
Francisco também participa da vida associativa, cultural e maçônica, exercendo a função de Venerável Mestre da Loja Ordem e Justiça. Nas diferentes áreas em que atua, procura compreender o ser humano em sua complexidade, preservar a memória coletiva, compartilhar conhecimento e contribuir para uma sociedade mais consciente, inclusiva e respeitosa.
Mais do que pelos títulos e formações que reuniu ao longo da vida, Francisco Geraldo Fernandes de Almeida define-se como uma pessoa que encontrou no conhecimento uma maneira de compreender a própria história e de ajudar outras pessoas a reconhecerem o valor de suas singularidades.
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