Uma instituição pode conservar os cargos e os procedimentos e já não saber responder por suas decisões. Ratio Ordinis parte da distinção entre a razão de uma ordem e sua execução, formulada por Tomás de Aquino como providência e governo, para perguntar quem recebe, julga e transmite o que uma regra pretende realizar. A governança de origem exige capacidade efetiva de dar razões e corrigi-las; a especular toma a continuidade da forma como resposta suficiente. Distingui-las não é prever a morte de uma casa. É descobrir o que a execução regular ainda deixa sem exame.
Delegação, sucessão, desacordo, legitimidade e reprodução organizam cinco perguntas sobre o governo das ordens. O livro explicita suas premissas e confronta-as com poucos casos: a Igreja, em suas disputas sobre o ofício e a guarda; a Companhia das Índias Orientais, em sua distribuição de poder e seus títulos; e a decisão assistida por inteligência artificial, onde a velocidade da execução torna mais urgente perguntar quem julga e responde.
Livro de filosofia sobre sucessão, formação e responsabilidade, Ratio Ordinis desenvolve o Exame de Origem: uma investigação dos meios que permitem reconhecer uma falha, ouvir quem a sofre e fazer a objeção chegar a quem deve corrigir a decisão. A duração permanece uma questão histórica; a obrigação de responder começa no ato presente.
A pergunta que acompanha o livro cabe numa linha: quando a regra já não basta ao caso, quem pode reconhecer a diferença e responder por ela?
| Número de páginas | 220 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para [email protected]
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.