Alguns vínculos familiares não terminam de forma repentina. Eles podem perder proximidade aos poucos, depois de decepções acumuladas, diferenças de vida, silêncios prolongados ou mudanças na convivência. Compreender esse processo ajuda a perceber por que uma relação pode se tornar distante mesmo sem uma ruptura declarada e por que a última briga quase nunca explica sozinha tudo o que aconteceu.
Mesmo quando o contato diminui, muitos conflitos familiares continuam presentes. Notícias transmitidas por outras pessoas, encontros em festas, doenças, acontecimentos importantes e expectativas de presença podem manter antigas tensões. Nesse cenário, outros parentes também podem acabar envolvidos como mensageiros, mediadores ou aliados em conflitos que originalmente não lhes pertenciam.
O afastamento também pode produzir sentimentos contraditórios. A ausência de alguém pode causar perda e, ao mesmo tempo, trazer alívio. Ao considerar diferentes formas de manter contato, torna-se possível compreender o luto ambíguo por uma pessoa que continua viva e reconhecer situações em que sustentar uma relação apenas por obrigação provoca mais desgaste do que aceitar uma convivência mais limitada.
Sem partir da ideia de que toda relação precisa ser restaurada, a proposta é oferecer critérios para compreender rupturas familiares, preservar o próprio equilíbrio e seguir a vida mesmo quando certas histórias permanecem sem solução.
| Número de páginas | 131 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Pocket (105x148) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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