Um homem ajudou a libertar a força escondida no átomo. O outro fez da não violência uma força capaz de enfrentar impérios. E se Oppenheimer e Gandhi pudessem conversar?
Em A Radioatividade da Alma, esse encontro impossível acontece às sombras de uma das maiores rupturas da história humana. De um lado, J. Robert Oppenheimer, o físico marcado pelo nascimento da bomba atômica. Do outro, Mahatma Gandhi, para quem a verdadeira força não deveria nascer da capacidade de destruir, mas do domínio da violência que habita o próprio homem.
Entre Los Alamos, Trinity, Hiroshima e Nagasaki, os dois atravessam ciência, consciência, culpa, responsabilidade, poder e morte. A física nuclear ganha também uma dimensão metafórica: reações em cadeia podem acontecer entre pessoas; sociedades podem atingir sua massa crítica; ideias podem contaminar gerações; e certos acontecimentos continuam emitindo seus efeitos muito depois da explosão inicial.
Há ainda um livro entre eles: a Bhagavad Gita. O texto que Gandhi lê como campo de batalha interior também acompanha Oppenheimer diante do poder devastador revelado pela ciência. Duas leituras, duas consciências e uma pergunta que nenhuma equação consegue resolver.
A Radioatividade da Alma não é um julgamento de Oppenheimer nem uma santificação de Gandhi. É um confronto entre duas possibilidades humanas — criar e destruir, conhecer e responder pelo conhecimento, exercer o poder e decidir até onde ele deve ir.
| Número de páginas | 181 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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