**O SILÊNCIO DE ORFEU**
Há silêncios que escondem segredos. Outros escondem crimes. E existem aqueles que protegem verdades que ninguém suportaria ouvir.
Depois de um grave acidente em uma estrada cercada por montanhas, um carro é encontrado destruído à margem do asfalto. Dentro dele, uma família inteira está morta. Apenas Augusto Ferraz, o marido, sobrevive.
Mas Augusto não explica o que aconteceu. Não acusa ninguém. Não se defende. Simplesmente deixa de falar.
Enquanto a polícia procura respostas entre marcas de pneus, destroços e contradições, o psicanalista **Walmer Nogueira** percebe que o verdadeiro enigma talvez não esteja na estrada, mas no silêncio do sobrevivente. Obcecado pelo caso, ele entra em um perigoso labirinto de sonhos, lembranças, culpas e desejos reprimidos, onde cada palavra ausente parece esconder uma nova pista.
Entre ecos de Freud, provocações de Nietzsche, sombras de Shakespeare e o mito de Orfeu — o homem que desceu ao mundo dos mortos por aquilo que amava —, a investigação transforma-se numa viagem às regiões mais obscuras da alma humana.
Quanto mais Walmer se aproxima da verdade, mais inquietante se torna a pergunta: **o acidente realmente foi um acidente?**
Porque talvez Augusto não esteja em silêncio por não conseguir contar o que aconteceu.
Talvez esteja em silêncio porque sabe exatamente o que aconteceu.
E algumas verdades, quando finalmente encontram palavras, podem destruir também aqueles que as escutam.
***O Silêncio de Orfeu* —
| Número de páginas | 200 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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