Em 1931, a poderosa família Vilar desapareceu durante uma noite de inverno, deixando na antiga Casa de Sal uma mesa posta, manchas de sangue e uma perturbadora cantiga infantil. A única sobrevivente foi Aurora Vilar, encontrada no sótão com uma boneca sem rosto entre as mãos. Sem provas suficientes para condená-la, a polícia encerrou o caso. A cidade, porém, já havia escolhido seu monstro.
Décadas depois, Aurora permanece confinada à mansão, presa a uma cadeira de rodas e incapaz de falar. Quando Elisa Moura é contratada para cuidar da idosa, encontra uma casa de corredores escuros, relógios parados às três e dezessete e retratos cujos rostos foram apagados. A cuidadora anterior desapareceu misteriosamente, deixando apenas um aviso: não pergunte o que Aurora fez, mas por que todos precisaram acreditar que ela era culpada.
Por meio de cartões ilustrados, bonecos antigos e peças de xadrez, Aurora começa a reconstruir aquela noite. Cada símbolo conduz Elisa a um segredo: um quarto interditado, uma criança escondida, um amor proibido e uma tragédia cuidadosamente encenada.
Entre mitos gregos, sonhos, máscaras e fantasmas shakespearianos, Elisa percebe que também carrega uma história construída para protegê-la da verdade.
A primeira pele envolve o corpo. A segunda é formada pelo olhar dos outros. A terceira nasce do silêncio, da culpa e das narrativas que inventamos para sobreviver.
Na Casa de Sal, descobrir a verdade poderá libertar Aurora — ou revelar que algumas mentiras c
| Número de páginas | 204 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para [email protected]
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.