Por que uma pessoa conhece os fatos e continua presa àquilo que eles desmentem?
Todos já vimos acontecer: alguém lúcido e instruído diante de uma evidência clara, que mesmo assim não muda de ideia. A explicação habitual fala em teimosia ou falta de informação. Este livro propõe outra resposta: muitas vezes o que está em jogo não é um erro de raciocínio, mas o medo de perder o lugar entre os seus.
Juliano Fontanari, médico, neurologista e psiquiatra com quase cinco décadas de clínica, refaz a história da dissonância cognitiva. Começa no célebre estudo de Festinger sobre uma seita que esperava o fim do mundo e chega à crise de replicação da psicologia. Pelo caminho, mostra que cada nova versão da teoria precisou voltar ao afeto. O percurso passa por peixes e primatas, pela criança que aprende a concordar com quem a protege, por famílias, igrejas, partidos, instituições científicas, consultórios e redes digitais.
O livro explica por que mudar de ideia se parece tanto com um luto, por que argumentos corretos raramente desfazem lealdades e por que, às vezes, a mente prefere ver o mundo por frestas.
Ao final, uma pergunta prática para cada leitor: que relações nos permitem discordar sem deixar de pertencer?
| ISBN | 9786502482285 |
| Número de páginas | 257 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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