Toda falha revela mais do que uma peça quebrada: ela expõe escolhas operacionais, econômicas e
segurança acumuladas antes do colapso. Quando a organização trata manutenção como urgência
permanente, perde disponibilidade, previsibilidade e capacidade de decidir sobre o próprio processo. Este
capítulo inaugura o percurso do livro, deslocando a manutenção do reparo emergencial para a gestão
ciclo de vida. A análise mostrará como uma falha se transforma em perda operacional, custo econômico
exposição a riscos de segurança. Em seguida, serão estabelecidos critérios para escolher
manutenção corretiva, preventiva e preditiva, relacionando decisões aos indicadores e ao OEE.
1.1 A falha como problema operacional, econômico e de segurança
e
entre
m 31 de janeiro de 2000, o voo 261 da Alaska Airlines perdeu o controle sobre o oceano Pacífico. A
E investigação associou o acidente ao desgaste e à lubrificação inadequada do mecanismo do estabilizador
horizontal. O desastre matou as 88 pessoas a bordo.
Uma interrupção produtiva raramente termina quando o equipamento para. Ela desloca equipes, interrompe
entregas, compromete contratos e pressiona decisões tomadas sob urgência. Quando envolve energia, pressão,
temperatura ou movimento, também pode converter uma perda econômica em ameaça humana.
A falha de um ativo é uma ruptura simultaneamente operacional, econômica e de segurança.
Relatórios de investigação mostram que a degradação material costuma revelar fragilidades organizacionais.
| Número de páginas | 66 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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