Minha experiência como vice-diretora de uma escola pública no Gama, no Distrito Federal, está na origem deste livro. O contato com estudantes cujas trajetórias atravessavam a socioeducação trouxe para perto de mim perguntas que o planejamento de uma aula, sozinho, não respondia. Como receber um adolescente que encontra dificuldades para acompanhar os estudos? Como compreender sua relação com a Matemática? O que a escola pode fazer, concretamente, para ampliar suas possibilidades de aprendizagem e de futuro?
Essas perguntas se ligam ao tema da minha tese de doutorado: o papel da Matemática na construção de projetos de vida de adolescentes em contexto socioeducativo. Aqui, procuro aproximar essa investigação do trabalho cotidiano de professores e equipes gestoras. Interessa-me discutir as condições de ensino, as decisões institucionais e as práticas que podem ser construídas com os estudantes.
Defendo que a aprendizagem matemática pode contribuir para ampliar a participação e a autonomia dos adolescentes quando está associada a oportunidades reais de estudar, perguntar, experimentar estratégias e compreender seus resultados. Essa contribuição não é automática. Depende do ensino oferecido, da continuidade do acompanhamento e de condições que ultrapassam a sala de aula.
Um estudante pode aprender a interpretar uma tabela e continuar enfrentando dificuldades de transporte. Pode participar mais das aulas e ainda precisar de apoio para compreender frações.
| Número de páginas | 67 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Estucado Mate 150g |
| Idioma | Português |
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