Escrever crônicas é, antes de tudo, um ato de desacelerar. Em um mundo que nos exige a pressa dos algoritmos e a rigidez das telas, Luiz Felipe Amil nos convida a sentar na varanda e observar o mormaço que abraça as calçadas. Neste Depois das Cinzas Horas, o autor consolida sua voz contemporânea ao costurar com maestria a solidez da tradição e a liberdade do cotidiano.
As páginas que se seguem não são meros relatos; são fotografias afetivas de um Brasil profundo. Luiz Felipe transita com uma sofisticação natural entre as ladeiras históricas de Santarém e os apartamentos imaginários do Leblon; homenageia os gigantes que moldaram nossa identidade — como Manoel Carlos e Benedito Ruy Barbosa — com a mesma sensibilidade com que saúda os trabalhadores anônimos das lavouras e as revendedoras de cosméticos que distribuem autoestima pelas beiradas do rio.
Aqui, a chuva da Amazônia não é apenas um fenômeno meteorológico, mas um batismo que lava o suor, refresca o inverno e transforma o telhado em instrumento musical. O leitor encontrará nestes textos um banquete de cores de manga-espada e urucum, aromas de cupuaçu e patchuli, e o sabor inconfundível de uma cerveja "véu de noiva" compartilhada em uma tarde de sábado.
Depois das Cinzas Horas é um convite à presença. É a prova definitiva de que, sob o céu estrelado do Norte, a literatura pulsa forte, autêntica e inesquecível. Abra este livro como quem puxa uma cadeira de balanço e se permite, p
| Número de páginas | 128 |
| Edição | 0 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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