O direito, em suas linhas mais frias e códigos distantes, frequentemente se assemelha a uma engrenagem matemática abstrata. Para o Estado, o tempo de uma existência é resumido a planilhas de CNIS, siglas burocráticas e algoritmos cegos. No entanto, nas periferias e no coração das pequenas cidades, a vida pulsa em um ritmo que as telas dos computadores são incapazes de decifrar. É no limiar entre a frieza dessas regras e a busca pela dignidade humana que se ergue a figura indispensável do advogado previdenciarista.
Nestas Crônicas de um Previdenciarista, Luiz Felipe Amil não nos apresenta apenas relatos jurídicos; ele nos convida a adentrar o santuário da escuta atenta. Através de suas páginas, compreendemos que a verdadeira advocacia social não se alimenta do futuro incerto de grandes contratos comerciais, mas sim do presente imediato e urgente: a mesa posta, o teto protegido e o remédio na cabeceira de quem já não pode mais esperar.
A matéria-prima com a qual se trabalha aqui é invisível aos olhos apressados, mas brutalmente real na alma de quem busca amparo. Cada processo conduzido pelo escritório na pacata Santos Dumont é, na verdade, uma colcha de retalhos humana, tecida com o suor da lavoura, a poeira das confecções e a graxa das antigas linhas ferroviárias.
Este livro é um tributo ao Advogado Doutor Hélio Cardoso, que tem o ofício de traduzir dores. É a prova definitiva de que, enquanto houver labuta, haverá também a mão firme da just
| Número de páginas | 48 |
| Edição | 0 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para [email protected]
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.