A obra promove uma desconstrução crítica do uso corporativo da Comunicação Não Violenta (CNV). O autor denuncia o sequestro da teoria de Marshall Rosenberg pelos departamentos de Recursos Humanos, que frequentemente a convertem em um instrumento de pacificação focado em silenciar e individualizar o adoecimento dos trabalhadores — fenômeno conceituado na obra como "mordaça de veludo". Articulando a filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin, a micropolítica de Michel Foucault e a Psicodinâmica do Trabalho de Christophe Dejours, o livro resgata a raiz histórica da CNV como tecnologia de mediação de conflitos e resistência política. A partir dessa intersecção teórica e clínica, a obra instrumentaliza lideranças e equipes com o "bisturi dialógico": uma práxis voltada a desmascarar a violência estrutural, desarticular o assédio e promover alterações materiais na organização do trabalho. Trata-se de um manifesto pela superação da empatia superficial em prol da verdadeira emancipação do trabalhador por meio da gestão dialógica do cuidado, fundamentada na sociocracia e na justiça restaurativa corporativa.
| ISBN | 9786502439722 |
| Número de páginas | 87 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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