A maioria das pessoas acredita que a codependência é apenas um problema de relacionamentos. Um jeito de amar demais, de escolher mal, de tolerar o que não deveria ser tolerado. Um assunto de casal, resolvido com um pouco mais de autoestima e um pouco menos de paciência.
Não é.
A codependência é uma forma de funcionamento psíquico. É um modo de existir, construído cedo demais, na infância, muito antes de qualquer relacionamento adulto acontecer. É uma identidade erguida sobre uma única função: garantir que o vínculo não se rompa, custe o que custar, ainda que o custo seja a própria pessoa.
O codependente não nasceu querendo salvar ninguém. Ele apenas descobriu, muito cedo, que precisava deixar de existir, ou pelo menos deixar de incomodar, de precisar, de discordar, para continuar pertencendo a alguém.
E o que começou como uma estratégia de sobrevivência infantil se transformou, com o tempo, em um traço de caráter, em um jeito de amar, em uma forma de estar no mundo que se disfarça, muito bem, de virtude.
Este livro nasce da escuta clínica de centenas de histórias que se repetem com uma regularidade impressionante: pessoas exaustas de cuidar, de resolver, de antecipar, de evitar conflitos, de segurar sozinhas o peso de relações inteiras, e que, apesar disso, sentem-se culpadas quando pensam em parar.
Pessoas que aprenderam, na infância, que amor e sacrifício são a mesma coisa, e que carregam essa equivalência, silenciosamente, até a vida adulta.
| Número de páginas | 238 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para [email protected]
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.