O estudo analisa o direito fundamental à saúde a partir de seus contornos constitucionais e da forma como se dá sua efetivação por meio das políticas públicas estruturadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Parte-se da premissa de que o direito à saúde, embora assegurado de forma universal e igualitária, não configura garantia absoluta e irrestrita de acesso a todo e qualquer tratamento, devendo ser compreendido como direito social de natureza prestacional, condicionado a critérios técnicos, científicos, econômicos e organizacionais. Nesse contexto, examina os limites da atuação do Poder Judiciário na concretização desse direito, especialmente diante do fenômeno da judicialização da saúde e da prolação de decisões individuais que desconsideram a lógica sistêmica do SUS, a repartição constitucional de competências e a racionalidade administrativa, gerando distorções estruturais e comprometendo a efetividade das políticas públicas de saúde. A partir da análise doutrinária e jurisprudencial, propõe o processo estrutural como instrumento adequado para enfrentar problemas sistêmicos e falhas institucionais persistentes na política pública de saúde. Defende, por fim, que a adoção de decisões estruturais graduais, participativas e fiscalizáveis permite ao Judiciário atuar como indutor de reorganização institucional, respeitando a separação de poderes, a repartição federativa de competências e a sustentabilidade do SUS.
| ISBN | 9786553001237 |
| Número de páginas | 46 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para [email protected]
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.