Nesta obra, a linguagem é examinada como um dos campos mais delicados da crise contemporânea. Em vez de tratar a verdade apenas como oposição à mentira, o livro investiga o esvaziamento da palavra em uma época marcada por excesso de discurso, circulação incessante de opiniões, aceleração comunicacional e perda da escuta. Ao longo da reflexão, a obra mostra como o ruído, a performance, o slogan, a estética da credibilidade e a lógica do compartilhamento corroem a densidade do dizer e tornam a verdade cada vez mais frágil, não por desaparecimento absoluto, mas por saturação.
Com linguagem filosófica elegante, tom socrático e forte densidade crítica, o texto articula questões ligadas à pós-verdade, ao colapso da escuta, à inflação semântica, à manipulação discursiva e à responsabilidade ética da palavra. Em diálogo com pensadores como Platão, Nietzsche, Hannah Arendt, Foucault, Baudrillard, Benjamin, Heidegger, Byung-Chul Han e Levinas, a obra propõe uma reflexão profunda sobre o destino da linguagem em um mundo onde todos falam, mas quase nada permanece. Trata-se de um livro sobre a crise da verdade, mas, sobretudo, sobre a urgência de reaprender a escutar, silenciar e habitar a palavra.
| Número de páginas | 178 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Pocket (105x148) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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