Em A Liberdade Negociada, a liberdade deixa de ser tratada como ideal abstrato e passa a ser investigada como problema concreto da vida contemporânea. A obra examina como a promessa de autonomia foi progressivamente capturada por lógicas de adaptação, desempenho, estabilidade e autocontrole, produzindo sujeitos que se julgam livres enquanto apenas aprendem a obedecer com mais sofisticação.
Ao longo do livro, a reflexão filosófica percorre temas como a permanência em vínculos esvaziados, a rotina que apaga o desejo, a culpa como mecanismo de contenção, a precariedade normalizada, a resiliência transformada em estética da aceitação e a autonomia convertida em performance social. Em vez de exaltar a ruptura como gesto fácil, a obra interroga o preço simbólico de continuar onde já não há vitalidade, mostrando como a estabilidade pode funcionar como ficção protetora e, ao mesmo tempo, como forma de renúncia silenciosa.
Com linguagem densa, elegante e profundamente reflexiva, o livro dialoga com pensadores como Espinosa, Kierkegaard, Nietzsche, Foucault, Arendt, Simone Weil, Camus, Byung-Chul Han e Montaigne para repensar a liberdade não como escolha superficial entre opções dadas, mas como potência viva, risco existencial, ação verdadeira e recusa da sobrevivência domesticada. Trata-se de uma obra sobre o medo, o desejo, a repetição e a coragem de interromper o que já não pode mais ser vivido como expressão autêntica de si.
| Número de páginas | 159 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Pocket (105x148) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para [email protected]
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.