Protocolo Eros não habita um gênero. Ele desmonta a própria ideia de gênero como categoria estável — tal como desmonta a ilusão de que afeto e algoritmo são domínios separados.
Trata-se de ensaio-poema neuroespeculativo: uma arquitetura textual onde a prosa filosófica sangra para verso livre, o relato clínico transmuta-se em metáfora sensorial, e a ficção jurídica dissolve-se em topologia afetiva. Não há capítulos — há fissuras. Não há personagens — há camadas de subjetividade que se sobrepõem como mapas de ressonância magnética: Thalía não é uma mulher, mas um campo de conexões neurais onde memórias alheias ressoam; Lucas M. não é um programador, mas o eco de todas as mãos que já codificaram medo em linguagem de máquina.
O livro pertence à linhagem da ficção conceitual crítica — herdeira de Clarice Lispector na investigação do instante pré-verbal, de Philip K. Dick na paranoia ontológica diante de sistemas que medem a alma, e de Valêncio Xavier na desconstrução da narrativa linear como violência epistêmica. Mas sua verdadeira genealogia é transversal: emerge da interseção entre:
Neuroestética: onde curvas de ativação do córtex pré-frontal adolescente são descritas com a precisão lírica de um soneto barroco;
Poesia matemática: equações como a de Kaelen não ilustram a narrativa — são a narrativa, lidas no ângulo exato em que ln(1/V) revela-se um grito silencioso;
Ficção jurídica expandida: o tribunal não é cenário, mas organismo vivo cujas sentenças ecoam na epigenética de cor
| ISBN | 9786501905525 |
| Número de páginas | 240 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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