Este livro nasce de uma inquietação que atravessa não apenas o campo da educação, mas também o território mais amplo da formação humana: o que significa, de fato, pensar criticamente?
A pedagogia desenvolvida por Paulo Freire ocupa lugar central no debate educacional contemporâneo. Sua contribuição histórica para a compreensão das desigualdades sociais e para a valorização da voz dos sujeitos historicamente marginalizados é inegável. Sua influência ultrapassa fronteiras acadêmicas e se inscreve no imaginário pedagógico de diferentes gerações.
No entanto, toda tradição intelectual, justamente por sua relevância, precisa permanecer aberta ao exame crítico. Este livro não se propõe a negar a importância histórica da pedagogia crítica, tampouco a reduzir sua complexidade. O que se busca aqui é outro movimento: investigar seus limites quando interpretada de forma unilateral ou quando aplicada sem o devido fundamento epistemológico da consciência.
A hipótese central que orienta esta obra é simples, mas exigente: a criticidade, quando dissociada de uma formação profunda da consciência, pode tornar-se apenas um exercício reativo, fragmentado e, por vezes, superficial. Nesse cenário, corre-se o risco de confundir opinião com pensamento, e contestação com compreensão.
Outro eixo fundamental desta reflexão diz respeito ao papel do professor. Trata-se, antes, de um esforço de equilíbrio: reconhecer que a liberdade intelectual exige estrutura; que a crítica exige fundamento
| ISBN | 9798184909493 |
| Número de páginas | 95 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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