Em 1897, um professor de histologia de 45 anos subiu à tribuna da Real Academia de Ciências de Madri para o discurso de posse — e, no lugar dele, entregou um manual de sobrevivência para quem quisesse fazer ciência num país que não fazia ciência. Nove anos depois, Santiago Ramón y Cajal recebia o Prêmio Nobel de Medicina por demonstrar aquilo que fundou a neurociência moderna: o cérebro é feito de células individuais, que se comunicam sem se fundir.
Os tônicos da vontade é o livro que nasceu daquele discurso, e é o contrário de um livro de autoajuda: não promete talento, promete método. Cajal sustenta que o trabalho substitui o talento — ou melhor, cria o talento; desmonta uma a uma as desculpas do principiante; descreve as doenças da vontade que matam pesquisadores antes da primeira descoberta; e desce ao concreto: como escolher um problema, como observar, como escrever, como conviver com mestres, rivais e discípulos.
Primeira tradução brasileira moderna, feita sobre o texto definitivo da sexta edição espanhola (1923), integral, volume 3 da Coleção Anamnese: Clássicos da Medicina Comentados, com apresentação, notas e comentários que situam cada capítulo na ciência de hoje, glossário dos nomes citados e uma seleção de cento e vinte passagens por tema.
Para estudantes, pós-graduandos, orientadores e qualquer um que já tenha adiado a própria obra à espera de inspiração. Ela não vem: os tônicos da vontade é que a fazem vir.
| ISBN | 9786582101038 |
| Número de páginas | 243 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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