A santidade sempre foi apresentada como prova da verdade religiosa. Durante séculos, homens e mulheres foram elevados à condição de modelos absolutos de pureza e obediência, enquanto suas histórias eram repetidas como exemplos incontestáveis de fé. Mas quando essas biografias são examinadas sem reverência, o que surge não é uma sequência de milagres — é um padrão.
Este livro analisa onze santos reconhecidos oficialmente pela Igreja, revelando comportamentos extremos, sofrimento sistemático e narrativas cuidadosamente moldadas ao longo do tempo. Jejuns até o esgotamento, visões recorrentes, culpa obsessiva e desprezo pelo próprio corpo aparecem repetidamente como sinais de virtude, quando poderiam ser interpretados de outra forma.
Ao comparar essas vidas ao longo dos séculos, torna-se evidente que a santidade não surgiu de forma espontânea. Ela foi organizada, adaptada e apresentada como instrumento de autoridade moral e controle simbólico.
Esta obra não busca consolar crenças nem repetir histórias confortáveis. Busca expor um mecanismo que operou silenciosamente durante séculos — e que continua ativo até hoje.
Uma leitura incômoda, destinada a leitores dispostos a olhar além das versões oficiais.
| Número de páginas | 171 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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