Este é um livro com as memórias de minha família. Procurei, dentro do possível, narrar as histórias e os casos contados por meu pai, e por minha mãe, mas não como um historiador profissional, mas como um “contador de causos”, assim como fazia minha querida mãezinha, que ao narrar um acontecimento “encarnava o personagem”, gesticulava, imitava outras vozes, fazia o barulho de tropel de cavalos, de tiros sendo disparados, de chuva, de vento e outros “efeitos sonoros” e especiais que cativavam a plateia e tornavam suas histórias ora atraentes, ora engraçadas e ora aterrorizantes. Para o sertanejo, contar histórias é uma arte! Uma arte que se aprende a fazer. E eu aprendi com minha mãe a contar história. Por isso, você não verá aqui o trabalho de um historiador, mas de um memorialista, e de um “contador de causos”, cuja missão é entreter, divertir, relembrar e preservar. Mas não se engane, a quase totalidade das histórias e dos causos narrados aqui são reais, só que estão “exagerados” e enfeitados por uma narrativa exorbitante, que tem o objetivo de divertir e entreter. Para simplificar, trata-se de uma forma “gostosa” e sensacionalista de narrar um fato, envolvendo-o no imaginário, no folclore e na tradição local. Não se trata de mentir, mas de exagerar a realidade, pintando-a com cores e sabores vivos, com pitadas de literatura e de oralidade regional.
| ISBN | 9786501936154 |
| Número de páginas | 311 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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