O Intervalo
Da Origem do Mal Inevitável à Busca do Supremo Bem
J. R. Pittuco
"Entre o mal e o bem, existe um espaço. Nesse espaço está a sua escolha."
Tomás tinha vinte e oito anos quando percebeu que era capaz de fazer o mal — e de se absolver dele com a mesma eficiência de um gato lambendo as patas. Pediu demissão. Colocou a mochila nas costas. E saiu em busca da pergunta que o habitava há toda a vida: se o mal é tão fácil e o bem custa tanto — qual é o ponto?
No caminho, encontrou um filósofo que havia perdido a fé no bem, uma advogada que escolhia o mal sabendo que era mal, um monge que recomeçava todo dia sem plateia — e uma enchente que não deu tempo para raciocinar.
O livro não prega. Demonstra. O mal não é exceção nem monstruosidade — é a linha de menor resistência. E o bem é o trabalho diário de resistir a ela. Platão, Aristóteles, Tomás de Aquino — não como citações de rodapé, mas como vozes vivas numa estrada de terra, numa pousada com cheiro de madeira úmida, numa enchente sem tempo para raciocinar.
O que Tomás descobre no fim não é conforto. É lucidez. E a lucidez — essa sim — muda tudo.
"O bem não é o oposto do mal. É o único dique que nos separa do abismo."
"Um homem que para de procurar vira gato. E gatos vivem muito, mas não vivem bem."
Para quem já se perguntou por que fazer o certo quando o errado é tão mais fácil. E para quem ainda não encontrou a resposta — mas não parou de procurar.
| Número de páginas | 100 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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