O Diário de um Seduzido não é um livro sobre religião, nem sobre fé, nem sobre escândalos institucionais. É uma confissão radical sobre um mecanismo muito mais discreto — e muito mais comum: a sedução exercida pelo poder moral.
Ao longo de sete estações, o autor narra o processo pelo qual um homem comum abdica progressivamente de sua soberania interior em troca de pertencimento, pureza e reconhecimento. Não por coerção, mas por escolha. Não por violência explícita, mas pelo prazer silencioso de obedecer, de sofrer com sentido, de falar em nome de algo maior.
O livro expõe como a obediência pode deixar de ser limite e se tornar gozo; como a renúncia pode funcionar como moeda simbólica; e como o superego — quando absolutizado — transforma disciplina em amputação e elevação em perda de si.
Sem pedir absolvição e sem oferecer redenção fácil, esta obra recusa a posição confortável da vítima. O narrador se implica, se compromete e reconhece sua cumplicidade no sistema que o moldou e depois o descartou. O resultado não é denúncia, mas lucidez.
O Diário de um Seduzido é um livro sobre estruturas invisíveis de dominação psíquica — religiosas, ideológicas ou morais — e sobre o preço humano de delegar a própria consciência em troca de segurança existencial.
Não ensina como escapar.
Mostra o que acontece quando se entra.
| Número de páginas | 44 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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