O Enigma de Issa não é a história de um salvador — é o relato de como um homem comum se torna necessário demais para o mundo que o observa.
Issa surge como alguém silencioso, cuja presença começa a ser interpretada antes mesmo de ser compreendida. Suas palavras, nunca prometidas como solução, passam a produzir efeitos. Não por virtude, mas por projeção. À medida que cresce a expectativa ao seu redor, Issa aprende que o poder mais perigoso não é o que se deseja — é o que se aceita por omissão.
Tentando recuar, negar, desaparecer e, por fim, não ser visto nem por Deus, Issa descobre que não controla mais o próprio nome. Tornado símbolo, sua existência passa a ser um problema organizacional. Sua morte, uma solução eficiente. Sua ausência, um terreno fértil para usos posteriores.
Após o fim do homem, tentam fazer de Issa um Deus. Mas aquilo que nasce como interrupção não se deixa fechar em sistema. O nome permanece circulando, funcionando — e, justamente por isso, traindo tudo o que foi em vida.
Este não é um livro sobre fé, redenção ou respostas finais.
É uma narrativa sobre o perigo das explicações que funcionam bem demais, sobre a violência de transformar pessoas em signos e sobre o desconforto que permanece quando nada pode ser resolvido.
Issa não veio para ser seguido.
Veio para desorganizar quem precisa de sentido pronto.
| Número de páginas | 102 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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