Olhar para o Vale do Itajaí hoje é contemplar uma região que aprendeu a ressignificar a própria dor. A grande enchente de 1983 não ficou guardada na memória coletiva apenas como um registro de perdas, destruição ou estatísticas alarmantes; ela se consolidou como o marco divisor de águas que moldou a identidade contemporânea de Blumenau e de todas as cidades adjacentes. Se antes o Rio Itajaí-Açu era visto ora como um motor econômico, ora como uma ameaça imprevisível, o pós-1983 inaugurou uma era de convivência consciente, técnica e profundamente resiliente entre a população e o seu território.
| Número de páginas | 59 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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