Este primeiro volume da História do Suicídio parte de um problema decisivo: como a morte voluntária, por vezes legitimada na Antiguidade, tornou-se um ato condenado e interditado, ora compreendido como pecado, crime, estigma ou sintoma? A obra de Alexandre H. Reis constitui uma investigação rigorosa das fontes, orientada por um método de leitura que permite examinar, em profundidade, textos e tradições que exerceram influência decisiva nos rumos da história, muitas vezes de maneira ainda invisível ao nosso presente. O que está em jogo é a demonstração de que houve, no passado, formas plurais de pensar a morte voluntária que foram progressivamente esquecidas. Ao reconstruir esse campo de possibilidades, o livro evidencia o perspectivismo antigo e, ao mesmo tempo, mostra como ele foi sendo abandonado em favor de um discurso único, que se tornou hegemônico por mais de um milênio. A tese central, precisa e cuidadosamente demonstrada, localiza o ponto de inflexão dessa transformação em um momento histórico e em uma obra específicos, a partir dos quais a morte voluntária passa a ser reconfigurada como “suicídio”.
Sem abrir mão da densidade teórica, o livro mantém um diálogo constante com o leitor não especializado. Esse cuidado se anuncia já no prólogo, onde o autor propõe uma descida ao Hades, um exercício imagético que convida o leitor a atravessar, desde o início, os territórios simbólicos e históricos que estruturam toda a investigação.
| ISBN | 9786587123332 |
| Número de páginas | 391 |
| Edição | 1 (2020) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Português |
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