Em meio à guerra em Gaza, à radicalização das redes sociais e à disputa global por narrativas, o conflito entre israelenses e palestinos tornou-se um espelho das nossas falhas morais. Com frequência, a empatia é distribuída conforme identidades políticas, lealdades ideológicas e narrativas confortáveis: um lado é humanizado; o outro, reduzido a caricatura.
Em Empatia Seletiva, Andre Spritzer propõe uma leitura moral e política do conflito Israel-Palestina que recusa tanto a indiferença diante do sofrimento palestino quanto a demonização simplista de Israel. A partir de Daniel Kahneman, Jonathan Haidt, Hannah Arendt, Michael Walzer, Francis Fukuyama e Constantin Stanislavski, o livro defende uma premissa simples e difícil: compreender não é absolver.
Dividida em três ensaios, a obra examina os mecanismos que moldam nossa percepção do conflito, a armadilha do ativismo performático que transforma causas legítimas em símbolos de pertencimento moral, e o sionismo como forma moderna de nacionalismo judaico. Ao longo do caminho, analisa a dor palestina, o trauma israelense, o papel do Hamas e da Autoridade Palestina, a instrumentalização da causa palestina, a corrosão do debate público no Ocidente e suas reverberações no Brasil.
Sem transformar vítimas em santos nem Estados em monstros, Empatia Seletiva convida o leitor a abandonar slogans e encarar a complexidade de duas histórias reais. Para quem se recusa a terceirizar a capacidade de pensar em tempos de fúria coletiva.
| ISBN | 9786502121870 |
| Número de páginas | 117 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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