O mundo contemporâneo rompeu com o conhecimento antigo fertilizou o “terreno da inteligência humana” para uma nova relação ôntico-ontológica possibilitando a compreensão fática da realidade e o sentido para um novo modo de vir a ser no mundo. Quando há rupturas de paradigmas é necessário voltar a coisa mesma (essência) para nova relação do homem com
o ente (relação ôntica), pois é dela que surge o ser para o homem. Na relação do ente com o ser em si que tem de transcen
der a percepção humana é ontológica. A ôntica é a relação da consciência como ente (prerrogativas da atividade advocatícia).
Na relação ontológica, a prerrogativa da atividade advocatícia é tomada como objeto do conhecimento por uma questão de se saber o sentido de ser e que não é pleno, mas sempre em permanência e impermanência no seu modo existencial.
O modo de ser no mundo contemporâneo não tem o mesmo significado do modo de ser do antigo mundo, é tanto verdade a premissa, que a passagem ocorreu por rupturas com a ciência antiga e surgindo novos paradigmas no século XX. Destarte, a vida fática deve ser compreendida por meio da nova ciência para que exista validade e sustentabilidade no modo de ser das prerrogativas da atividade advocatícia.
Sempre que ocorre mudança de paradigma é necessário voltar a coisa mesma para uma nova validade ontológica sendo, portanto, a essência como objeto de conhecimento para no existencial não se perder diante da necessidade do novo modo de existir.
Voltar a coisa mesma é depurar tudo que não é essencial e colocar entre parênteses tudo que se pensa da essência e a essência sendo aquilo que não se pode pensar de outro modo. Por exemplo, não se pode pensar no exercício da advocacia sem a prerrogativa porque está na essência e sem ela não tem como exercer a profissão do advogado, que por sua vez, é função essencial à justiça.
A essência tem uma estrutura e finalidade e o ente prerrogativa da atividade advocatícia se apresentando na sua estrutu
ra com a necessidade do respeito ao ordenamento jurídico e aos direitos e garantias individuais e coletivos e a proteção dos direitos humanos, respeito aos direitos fundamentais e promoção da cidadania e da dignidade da pessoa. Sendo que a finalidade é materializar aquela estrutura na realidade contemporânea, mas o modo de exercer o resguardo da estrutura da essência muda quando ocorre rupturas de paradigmas, bem como para permitir o novo existencial: modo de ser na relação fática com o mundo da vida.
As prerrogativas do advogado garantem a este profissional o direito de exercer a plena defesa, com independência e autonomia, sem receio de defender de quem tenha a pretensão de constranger ou diminuir o papel do profissional do direito, enquanto defensor das liberdades e que a própria história já mostrou que a cada momento histórico é necessá
rio o novo modo de ser no cenário jurídico, que muda quando muda a ciência para continuar a história.
ISBN | 9786500904475 |
Número de páginas | 176 |
Edição | 2 (2024) |
Idioma | Português |
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