Este livro é fruto de uma inquietação em oposição às condutas sociais prescritivas e vigilantes às quais somos resignados. Mais do que isso, determinam nossa identidade subvertida ao assujeitamento ao longo da vida, instituindo uma biossociabilidade refratária à velhice. Ousamos nos desprender do pragmatismo cartesiano que custeia a fabricação de individualidades conformadas às estruturas de poder, as quais excluem e desnaturalizam o envelhecimento em busca de uma eterna juventude materializada pelo lucro e pela produtividade.
Salientamos como aspectos sutis da sociedade têm potencial de desvelar as modalidades de funcionamento político mais globais, que produzem uma representação social da pessoa idosa e, ao mesmo tempo, reforçam preconceitos contra a velhice. Para tanto, apropriamo-nos dos determinantes sociais que põem em cena o presente histórico e as lutas de resistência às práticas hegemônicas que estabelecem subjetividades assujeitadas.
Devemos negar nossa própria identidade por meio de uma consciência libertadora diante das amarras que nos aprisionam e nos conduzem à ilusão de uma vida privada. Não esperamos promover uma resistência assertiva, tampouco uniforme, mas ressignificar a velhice sem negar sua diversidade existencial.
| ISBN | 9786502088388 |
| Número de páginas | 111 |
| Edição | 2 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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