Você conhece a história oficial do Rio Grande do Sul: a terra de prosperidade, erguida pela "ética de trabalho" do imigrante europeu. Mas essa história é uma ficção.
Este livro explosivo, fruto de uma pesquisa rigorosa e apaixonada, desenterra o pilar oculto que sustentou o desenvolvimento gaúcho: o trabalho exaustivo e não remunerado da mulher.
Colona Invisível mergulha nas cozinhas, nos porões e nos parreirais da Serra e dos Vales para provar que a acumulação de capital nas colônias não foi obra de um único homem, mas sim da tripla jornada feminina. A mulher imigrante era, simultaneamente, trabalhadora do arado, dona da fábrica doméstica (transformando leite em queijo e uva em vinho) e a "máquina de reprodução" que garantia a mão de obra gratuita para a lavoura. Seu esforço era a fundação do patrimônio, mas o título da terra estava, invariavelmente, no bolso do marido.
Mas a invisibilidade feminina tem a cor da pele. O livro rompe a fronteira da colônia para confrontar o Paradoxo da Cor na Cozinha: a colona branca gozava do privilégio da terra, mas a mulher negra ou parda, relegada a Porto Alegre pela exclusão racial e pela falta de crédito, executava o mesmo trabalho reprodutivo no serviço doméstico para a elite, recebendo apenas o salário de miséria.
O Rio Grande do Sul tem duas dívidas históricas: uma com a mulher branca, cujo crédito foi roubado pelo Patriarcado; e outra com a mulher negra, cuja própria existência foi apagada pelo racismo estrutural.
| ISBN | 9798271878800 |
| Número de páginas | 98 |
| Edição | 2 (2025) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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