Não escrevo este livro como filósofo — não tenho essa formação nem essa pretensão. Escrevo como alguém que viveu o suficiente para perceber que as grandes perguntas da filosofia não estão apenas nos livros: estão nas filas dos hospitais públicos, nas calçadas onde pessoas dormem sob papelão, nas guerras que consomem bilhões enquanto crianças morrem de fome. A solidariedade que defendo nestas páginas não é uma abstração acadêmica — é uma exigência que a vida me impôs.
A tese central deste livro é simples e radical ao mesmo tempo: a solidariedade precisa deixar de ser apenas uma virtude individual ou um apelo espiritual e tornar-se lei — no sentido ético, no sentido jurídico e no sentido sistêmico. Assim como o mundo corporativo aprendeu que empresas sem ética não sobrevivem, a humanidade precisa aprender que civilizações sem solidariedade estão condenadas ao mesmo fracasso. Os capítulos que se seguem percorrem a barbárie histórica, as tentativas de recuperação moral, as tradições religiosas e filosóficas que defendem a solidariedade como imperativo, e os modelos econômicos que podem — ou não — traduzi-la em realidade concreta.
É um livro de ideias, de crença e de experiência vivida. Escrito por um homem que começou office boy e se tornou empresário, que foi metalúrgico e estudou filosofia, que é cristão e espírita e acredita que essas dimensões não se contradizem — elas se completam.
| Número de páginas | 87 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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