O sujeito que se debruça sobre estas páginas de Stoddard depara-se com a anatomia de uma ruína que não é de tijolos, mas de gentes. Escrito nos idos de 1920, o livro dispensa a retórica frouxa dos economistas e vai direto à carne: a tese de que as sociedades desmoronam porque a biologia falha. O autor enxerga na desordem do mundo — na agitação das massas e no avanço do bolchevismo — a revolta daqueles que sucumbiram ao peso esmagador da própria civilização e, por não a compreenderem, decidiram incendiá-la.
Não há aqui a caridade hipócrita dos salões. Sob o jargão eugênico da época, Stoddard aponta o dedo para o declínio das capacidades humanas e para o triunfo da mediocridade, sugerindo uma tal "Neoaristocracia" — que nada mais seria do que uma triagem severa e fluida dos homens, baseada no que trazem no sangue e no espírito, longe dos privilégios fáceis de casta.
Para quem conheceu a crueza dos porões e a miséria dos homens confinados, a leitura deste volume ganha contornos de um pessimismo lúcido. Mais do que um tratado científico de um tempo que já lá vai, este livro é o retrato sem rebuços do pavor que os homens de ordem sentem diante do caos iminente. Uma peça áspera, necessária para quem deseja entender as engrenagens brutas que movem a história e as fraquezas que nos aproximam, dia a dia, da barbárie.
| Número de páginas | 270 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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