Escrever sobre o bolsonarismo enquanto o cadáver das instituições ainda esfria não é apenas um exercício acadêmico; é um ato de autopsia política. Este livro, que o leitor tem em mãos, não se esquiva da tarefa ingrata de dar nome aos demônios que assombraram — e ainda assombram — o Estado Democrático de Direito no Brasil.
Por décadas, acreditamos piamente que a redemocratização de 1988 havia erguido muros intransponíveis contra a barbárie. Confiamos na "força normativa da Constituição" como se ela fosse um amuleto mágico capaz de repelir tiranos. Estávamos redondamente enganados. O bolsonarismo provou que o fascismo não precisa de uma marcha sobre Roma para triunfar; ele pode ser instalado por meio de um decreto, um algoritmo e uma interpretação jurídica maliciosa.
Esse livro é um convite para perceber que que o Estado de Direito não é um dado estático, mas um equilíbrio dinâmico que, se não for constantemente vigiado e compreendido em suas vulnerabilidades, pode ceder diante da eficiência de novos e sofisticados métodos de autoritarismo.
Se o Direito serve para algo, é para garantir que o "nunca mais" não seja uma promessa vazia. Este livro é o manifesto de que a democracia não morre apenas na escuridão; ela morre sob o sol do meio-dia, quando o arbítrio se veste de lei e o silêncio dos bons se torna o aplauso dos cúmplices.
Seja bem-vindo ao exame da nossa história recente.
| ISBN | 9786501976655 |
| Número de páginas | 168 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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