Numa noite comum, um protagonista maçom recebe uma visita capaz de atravessar dois mil anos de silêncio: Judas Iscariotes. Não o símbolo cristalizado pela tradição, mas o homem por trás do nome, inteligente, contraditório e profundamente humano, alguém que foi capaz de amar e de errar, sem que uma condição anulasse a outra.
Ao longo de uma conversa intensa e provocadora, as certezas herdadas são colocadas à prova. Judas confronta a narrativa que a humanidade preferiu simplificar: a do discípulo mais próximo, que esperava um Messias diferente daquele que encontrou, e a do homem condenado a carregar, por toda a eternidade, o peso de uma única decisão. Entre perguntas incômodas e reflexões filosóficas, emerge uma palavra esquecida por dois milênios: perdão.
Após A Entrevista com Lúcifer, o autor retorna à ficção filosófica para revisitar uma das figuras mais controversas da história. Não pretende absolver Judas, tampouco condená-lo mais uma vez. Seu propósito é muito mais inquietante: provocar o leitor a responder à pergunta que os onze discípulos restantes talvez jamais tenham tido coragem de fazer em voz alta:
O que resta de um homem quando a história decide reduzi-lo ao pior instante de sua vida?
Uma obra sobre culpa, julgamento, redenção e a perigosa tendência humana de transformar pessoas complexas em caricaturas de seus erros. Um convite à reflexão sobre a tênue fronteira entre condenar e compreender, entre a justiça e a misericórdia, entre a memória e a verdade.
| ISBN | 9786502222812 |
| Número de páginas | 138 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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