A psique humana não é um território solto à própria sorte; ela opera sob a gravidade invisível de forças profundas que ditam nossos passos à revelia da vontade consciente. Se a Psicologia Analítica de C. G. Jung expandiu as fronteiras da alma ao mapear o inconsciente coletivo e seus arquétipos, uma indagação fundamental e incômoda se impõe na contemporaneidade: o que sabemos sobre a consciência coletiva? O que organiza os discursos, dogmas, crenças e estruturas sociais que orbitamos no plano da superfície? Neste ensaio denso e de profunda implicação existencial, Júlio A. Moreira propõe uma travessia simbólica e crítica pelo ecossistema da alma e da cultura. Afastando-se das respostas lineares e do racionalismo estéril da modernidade, o autor investiga a dinâmica das polaridades psíquicas para diagnosticar uma das maiores tragédias do nosso tempo: a proliferação dos centros simbólicos mortos. Através de uma contundente análise arquetípica, o livro demonstra como a religião institucionalizada, a política ideológica, o mercado de performances e o palco digital das redes sociais deixaram de ser vasos herméticos de transformação para se tornarem simulacros que aprisionam. Nesses espaços, o símbolo vivo, polifônico, ambíguo e transbordante de mistério, é rebaixado a sinal rígido e literal.
| ISBN | 9786502204627 |
| Número de páginas | 429 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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