A Clínica Médica da Identidade Profunda investiga situações clínicas em que a identidade do paciente se desorganiza de forma grave, persistente ou irreversível, ultrapassando os limites tradicionais do diagnóstico, da reabilitação e da expectativa de recuperação. Nesses contextos, o sofrimento não se expressa apenas como sintoma ou perda funcional, mas como ruptura da continuidade do eu.
Ao longo dos capítulos, o livro examina como a experiência pessoal se fragmenta diante de doenças crônicas, perdas funcionais e sofrimento prolongado, em quadros nos quais a identidade já não sustenta um eixo estável de organização subjetiva. Mais do que descrever condições clínicas, a obra analisa as implicações éticas, relacionais e decisórias de cuidar quando o próprio reconhecimento de si se encontra comprometido.
O foco desloca-se progressivamente do paciente para o cuidado: como sustentar presença, responsabilidade e coerência clínica quando não há reversão, integração ou fechamento possível. O livro não propõe técnicas adicionais, soluções terapêuticas ou narrativas de superação. Seu objetivo é organizar o pensamento clínico diante do que permanece desorganizado, evitando tanto o abandono quanto a intervenção excessiva.
Dirigida a médicos, profissionais da saúde e leitores interessados em compreender os limites reais do cuidado, esta obra propõe uma clínica madura, ética e responsável, capaz de permanecer quando explicar, corrigir ou salvar já não é possível.
| Número de páginas | 202 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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