"O Livro das Leis de Manu": foi assim que o Ocidente batizou o Manusmṛti, e o nome tornou-se referência. É o mesmo gesto que transformou o egípcio Livro de emergir para a Luz do Dia em "Livro dos Mortos", e o tibetano A Liberação pela Escuta em "Livro Tibetano dos Mortos", obras nomeadas de fora, pelo uso, pelo mercado, e nunca pelo seu próprio centro. Mas um nome que erra o centro ensina gerações a procurar no livro aquilo que ele não é, e a alma do livro emudece.
Reduzido a um código jurídico, o Manusmṛti (smṛti, "o que foi lembrado", o conhecimento que não se lê num texto fixo, mas se transmite, de memória a memória, ao longo de uma linhagem) foi lido como a fundação de um sistema de castas. O seu primeiro Capítulo não trata de normas sociais: trata da emanação do universo, da estrutura do tempo e do Dharma como critério de toda ação. É o tratado fundador da Ordem, e o que o define não é um título, mas o acontecimento que o abre e o fecha: a transmissão de um saber vivo.
Este Livro da Criação (que tomou por base a edição original em sânscrito, do Manusmṛti, de Julius Jolly, de 1887) restitui esse obra ao seu lugar de origem, trazendo à luz as entrelinhas de seus 119 versos (de duas linhas cada), em dois Volumes com quase 800 páginas de comentários. E o que emerge, oferecido ao Peregrino, é uma visão que havia sido esquecida, a voz nas entrelinhas.
Como ouvi, transmito. Como transmito, escutai!
Que possa ser útil em sua Caminhada.
Fique bem e em paz!
| ISBN | 9786502283646 |
| Número de páginas | 424 |
| Edição | 2 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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