A ideia de travessia é antiga, mais antiga que os livros, e reaparece em todo mito em que alguém deixa a terra conhecida, atravessa sombras e desertos, e volta sem ser o mesmo. Este livro se inscreve nessa linhagem. Não quer somar crenças à sua paisagem; convida você a um modo de ver.
O ponto de partida é simples e exigente: do que terminou ao que ainda não começou existe um entre, um intervalo vivo. A tradição tibetana chama esse intervalo de bardo, um estado intermediário. Não é lugar nem doutrina: é uma condição da experiência em que uma forma de consciência se desfaz e outra pode emergir.
Este livro não é um calendário do invisível, mas um exercício de contemplação: cada Travessia aponta um ponto de virada onde o entre pode tornar-se despertar.
A linguagem é simbólica porque os símbolos alcançam o berço do hábito: mais do que explicar, fazem ver.
O que você pode esperar? Não uma nova identidade espiritual, mas a atenção desperta ao entre que permeia vigília, sonho, silêncio e devir, e a liberdade de não ceder ao medo, ao hábito ou ao fascínio.
Se algo aqui lhe servir (e desejamos que sirva), será porque você aprenderá a acolher cada intervalo como ocasião de liberdade e a deixá-lo desabrochar em gesto lúcido.
O reconhecimento da natureza interna da mente não está “no final” porque foi alcançado; está onde sempre esteve: visível quando a busca se aquieta e já não há quem precise chegar.
Não resta ensinamento quando não há mais quem precise aprender.
ISBN | 9786501654553 |
Número de páginas | 337 |
Edição | 1 (2025) |
Formato | 16x23 (160x230) |
Acabamento | Brochura s/ orelha |
Tipo de papel | Ahuesado 80g |
Idioma | Português |
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