Integração ferroviária Sul-americana

por que não anda esse trem?

Por Ivanil Nunes

Código do livro: 355366

Categorias

Economia, Transporte, Ferrovias, História Econômica, Transporte Público

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Sinopse

O objeto de estudo deste livro é a infraestrutura ferroviária sul-americana, particularmente sua função para o processo de integração sul-americano após a década de 1990. O principal objetivo neste trabalho é analisar por que a infraestrutura ferroviária sul-americana é tão pouco integrada. Mais especificamente, porque o sistema ferroviário brasileiro é tão pouco integrado ao conjunto da infraestrutura ferroviária Sul-Americana. Argumenta-se nesta pesquisa que a inexpressiva participação ferroviária no processo de integração regional está relacionada ao tipo de desenvolvimento econômico e social realizados historicamente nos países da Região. As ferrovias sul-americanas contribuíram, até meados do século XX, para a integração tanto nacional quanto intrarregional através da expansão de linhas férreas em âmbito nacional quanto pela construção de conexões internacionais, que serviram para aumentar a possibilidade de trânsito de passageiros, de mercadorias, animais ou pequenas expedições, na Região. No entanto, a partir da década de 1950, observa-se à desativação de parcela significativa de linhas e serviços do modal ferroviário regional, que foi submetido a um processo de reinvenção de seu modelo de negócios pela intervenção estatal (e pelas próprias forças do mercado) que, após décadas de controle e readequação administrativa, acabou por, novamente, estimular a volta de investidores privados ao setor. A pertinência da escolha do modal ferroviário como paradigma de análise ocorre pelo fato de que nele parecem estar contidas as principais dificuldades para uma efetiva integração econômica através da infraestrutura física dos países sul-americanos, tendo em vista que a participação deste modal nos fluxos de comércio e de pessoas que circulam entre os diversos países da Região é praticamente inexistente. Afinal, se existem linhas férreas ligando, pelo menos, sete países da América do Sul e se existem mercadorias a serem transportadas regionalmente, considerando-se que aumentaram efetivamente as exportações e importações na Região, por que, então, não aconteceu aumento proporcional dos transportes pelo modal ferroviário?

Características

ISBN 978-65-001-6358-2
Número de páginas 286
Edição 2 (2021)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Tipo de papel Offset 80g
Idioma Português

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Ivanil Nunes

Ivanil Nunes nasceu em 1966, em Guaraci, pequeno município do norte do Paraná, na antiga fronteira cafeeira. Filho de pai paulista e mãe baiana, descendente de uma bisavó indígena Guarani-Kaiowá, carrega as marcas das migrações internas: a geada de 1975 levou a família a migrar para Carapicuíba, na periferia de São Paulo. Estudante de escola pública, conheceu cedo o trabalho e a mobilidade — de São Paulo a Buenos Aires.

Aos dezessete anos, ingressou como ferroviário na FEPASA, onde trabalhou por catorze anos. Essa experiência no chão das linhas de trem tornou-se a base empírica de sua produção acadêmica sobre as ferrovias brasileiras e argentinas.

Em 1996, desligou-se da FEPASA e iniciou sua "mudança de via": de ferroviário a professor-pesquisador. Graduou-se em Ciências Sociais pela Fundação Escola de Sociologia e Política e pela UNESP; obteve o mestrado em Economia e o doutorado em Ciências Sociais pelo PROLAM/USP (2008), com tese sobre a integração ferroviária sul-americana, além de dois pós-doutorados. Foram mais de vinte anos de magistério superior em instituições como UNINOVE, UNIFESP, USP/ESALQ e UFABC. Sua produção inclui livros como Douradense (2005), Integração Ferroviária Sul-Americana (2011) e De aluno trabalhador a professor pós-doutor (2021), além de artigos em periódicos qualificados.

Essa trajetória — do trabalho ferroviário à cátedra universitária — contribuiu para habilitá-lo a uma reflexão acadêmica madura e consistente, sob as perspectivas da História Econômica, da Sociologia e da Ciência Política.

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