A obra de Lucien Lévy-Bruhl argumenta que o mecanismo mental das sociedades "primitivas" difere profundamente da lógica do indivíduo "civilizado" moderno, operando através de uma mentalidade mística e pré-lógica regida pela lei de participação. O texto demonstra que, ao contrário do que acreditavam antropólogos como Edward Tylor e James Frazer com suas teorias animistas, a mente dos povos primitivos não interpreta o mundo a partir de deduções causais estritamente racionais ou de ilusões psicológicas individuais. Pelo contrário, ela é moldada por representações coletivas transmitidas pela tradição, nas quais os fenômenos naturais, os objetos, os nomes, as sombras e os sonhos possuem propriedades e forças ocultas inseparáveis. Assim, o autor conclui que a percepção desses povos não busca explicações puramente físicas ou objetivas, mas vive imersa em uma realidade unificada e eminentemente mística, exigindo um método sociológico comparativo adequado para compreender essas estruturas mentais distintas.
| Número de páginas | 661 |
| Edição | 1 (2015) |
| Idioma | Português |
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