Peça em que Pedro Guilherme-Moreira homenageia todas as mulheres de todosos tempos. Foca-se na história verdadeira
e dramática de Ekaterina Savélievna Mostovoi, uma das mulheres violadas pelos comandos do exército russo, vestido com uniforme alemão para culpar oExército inimigo, e no comando que a violou estava incluído o próprio marido, que se fereceu como voluntário e teve “honras” de abertura na violação da própria mulher. A ele se seguiram todos os elementos desse omando. No final, as mulheres eram vivamente “aconselhadas”, sob ameaça de lhes ser tirada a própria vida, a elas ou a
familiares, a denunciar a violação por soldados alemães. Em torno deste “epílogo” esperado da peça, Pedro Guilherme-Moreira percorre todas as mulheres, começando com uma colegial que acusa o próprio dramaturgo de certas liberdades.
*«Encenção» sem “a”, na capa, é mais um engodo — um «leurre pour fianteurs», à maneira da Paris-Porto. O grupo de teatro de que Carolina fez parte chamava-se In Skinné, nome associado à ideia de «em cena», sem a letra «a». Também режиссёрство — rezhissyorstvo, termo russo para a direção artística de um espetáculo — dispensa essa letra. Sendo o russo uma das chaves da peça, retirámos de «encenação» o «a» central. Nasceu «encenção», que deixa ouvir «incensação»: adulação, bajulação, o gesto de elevar alguém pelo elogio. A aparente gralha torna-se, assim, parte da encenação e uma alusão à distribuição de incenso no meio literário. A contrario sensu, claro.
| ISBN | 9786528406500 |
| Número de páginas | 130 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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