(…) a vitória do humilde perdedor (…) fez das derrotas músculo e ora se ergue virtuoso e vigoroso apoiado nas patas de trás e relincha e depois parte a cerca / não é só a glória do mustang / é a glória do universo (…)
(…) éder recebe / puxando koscielny pelas costas da camisola (…) finalmente / arma o remate/ (..) a perna direita esticada e o corpo inclinado / como um canhão de alma lisa / (…)
a«vais tu bater, tu bates bem, se perdermos que se foda»
Não há um único ser humano, por mais que despreze legitimamente o mundo do futebol, seja português em terra ou no espaço, na diáspora ou na aldeia, ou estrangeiro que vista vermelho e verde e entenda esta alma grande sempre nas margens de tão grandes abismos quanto conquistas, que não se arrepie com os momentos em que Portugal, o país marginal que dentro das portas de cada um e nos fracos e monocromáticos discursos políticos ainda se pensa o centro de um império, chega lá: os momentos em que em cima do joelho chegamos lá foram, são e serão a EPOPEIA, que não se reduz ao dia 10 de julho de 2016, vem da antiguidade e não se deterá no século XXI: Portugal ergue-se sempre com os seus melhores, sejam grandes estrelas ou humildes trabalhadores e estudantes no/do que somos. Este livro, ridículo e belo como nós, os que não se põem em bicos de pés, merece ocupar a estante de todos, para que se tome nas mãos e ria ou chore, como é próprio das almas grandes. Tu bates forte. És Portugal, pois. De uma ponta à outra. Se perdermos que se foda.
| Número de páginas | 70 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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