Tiago Sérgio Del Conte narra o processo de reconstrução pessoal após o silenciamento imposto pela depressão e pela exaustão sensorial do autismo nível um. Longe de prometer curas milagrosas ou fórmulas de sucesso, o autor expõe a jornada de quem se sentiu descartado pelo sistema e precisou reaprender a habitar o próprio corpo através de atos minúsculos de resistência. Ao revisitar trajetórias bíblicas de figuras postas à margem, como Davi e Mefibosete, o relato transforma a busca pela criatividade em uma prática devocional e cotidiana. O leitor encontra aqui estratégias concretas para retomar o violão, o desenho ou qualquer paixão abandonada, respeitando os limites do sistema nervoso e a necessidade de espaços protegidos onde o palco não é exigido. Esta leitura convida a abandonar a culpa pela improdutividade e a reconhecer, em cada nota imperfeita ou traço hesitante, um gesto de ressurreição. Ao final, a obra deixa a lição de que o valor humano não reside no desempenho, mas na coragem de permanecer à mesa da vida, mantendo a autenticidade mesmo quando o mundo insiste em nossa invisibilidade.
| Número de páginas | 148 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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