Sou tudo o que me rasga por tanto ser. Trabalho ausências, meu descampado ilegível. Escuto subterrâneos para não perder de vista dentros e desvãos, alegorias murmurantes do pretérito existir. Entre mim e minha outra parte, tateio espessuras do eterno, por vezes, rebentado. Palavras emergem como voragem destes cantos estreitos, tantas vezes recuados no fosso da alma. Depredo verbo por verbo para que o sujeito escorra substantivo ao ponto de exclamação. Palavras pesadas de fala até esgotar o não dito. O livro mostra fissuras por onde escorre um universo particular arredio. Discutir sintomas, martírios e a ressureição pela força é tocar a realidade desmistificando o sofrer como algo que reduz. Ao contrário. Saber de si o que arde é a redenção do ser na complexidade do agora. A poesia constrói pontes entre o imaginário e a percepção. A nitidez do olhar de todos os começos: o que temos de mais precioso é o Agora.
| ISBN | 9788551819371 |
| Número de páginas | 70 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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