Este livro é um experimento.
Numa época em que a inteligência artificial passou a ocupar não só funções técnicas, mas também espaços de escuta, conselho e diálogo, quis investigar até onde essa tecnologia pode nos acompanhar em questões profundamente humanas.
Aqui, não busquei a IA para perguntar sobre o clima, o trânsito ou definições de dicionário. Busquei para falar sobre minha sexualidade, não como um objeto clínico ou estatístico, mas como uma experiência pessoal, cheia de contradições, medos, memórias e desejos.
Cada capítulo deste livro nasce de diálogos reais entre mim e uma IA. Os trechos em itálico são os meus relatos, minhas perguntas, minhas reflexões. Os trechos seguintes são as respostas que a inteligência artificial construiu para mim. A escrita não obedeceu a uma linha reta. Conforme eu trazia novas experiências e novas angústias, a IA respondia com análise, com acolhimento, com dados, com sugestões.
O que me interessa aqui não é a autoridade da máquina, mas o tipo de relação que criamos com ela. O quanto projetamos nela. O quanto nos permitimos falar o que talvez nunca diríamos a outro ser humano. O quanto somos capazes de construir conhecimento, autocompreensão e até algum consolo num espaço tão novo.
Ao longo desse processo, o que surgiu não foi uma cura para meus conflitos, mas um mapa emocional, construído pela escrita, pelo autoquestionamento e pela devolutiva de algo que, mesmo sem afeto humano, ofereceu escuta e estrutura.
| Número de páginas | 158 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Português |
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