A obra se apresenta em três movimentos literários interconectados, formando um mosaico sombrio de ficção científica, mistério e poesia existencial.
Na primeira parte, composta por 40 capítulos, acompanhamos Edimilson — o próprio autor como personagem — em sua jornada por um mundo deserto, estilhaçado por uma calamidade não nomeada. O tempo e o espaço parecem ter entrado em suspensão. Não há ruídos.
Não há sombras além das suas. A cada capítulo, a realidade se distorce mais, dando lugar a uma atmosfera claustrofóbica e insólita, onde a única certeza é a solidão. Porém, mesmo nos escombros da razão, uma centelha de questionamento persiste: será que realmente estou só? Essa dúvida é o que move Edimilson pelas ruas vazias, pelas paisagens que parecem lembranças partidas, até a descoberta de algo que muda tudo.
A segunda parte, com 20 capítulos delicadamente angustiantes, nos leva ao interior de uma estação espacial. Ali, flutuando sobre um planeta silencioso, uma astronauta contempla a Terra como quem observa um túmulo de vidro. Após um colapso eletromagnético, tudo parece perdido. Ela, a última entre cientistas e exploradores, se vê presa entre memórias e o vazio do espaço. A cada órbita, o azul da Terra brilha menos. O tempo no cosmos não é linear — é um espelho partido. E mesmo sem saber, seus olhos buscam o mesmo que os de Edimilson: um sinal.
Na parte final da obra, 10 capítulos de impacto crescente, as duas linhas narrativas finalmente colidem...
| Número de páginas | 0 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para [email protected]
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.