Este não é um livro sobre culpados. É um livro sobre heranças. Heranças emocionais, heranças silenciosas, heranças que atravessam gerações inteiras sem que ninguém as nomeie.
A psicanálise ensina, desde Freud, que nenhum sujeito nasce do zero: todo filho nasce dentro da história psíquica de alguém, carregando, sem saber, aquilo que essa história não conseguiu elaborar.
O título deste livro é propositalmente incômodo. Pais fortes, filhos fracos, netos medíocres. Não porque essa seja uma verdade a ser aceita, mas porque essa é a frase que ronda o imaginário social contemporâneo, repetida em rodas de conversa, em comentários de rede social, em queixas de avós, em ansiedades de pais.
Este livro existe para perguntar: o que essa frase esconde? E, principalmente, o que ela erra?
Porque a força que os pais de outrora demonstravam não era necessariamente saúde psíquica. Era, muitas vezes, sintoma de uma época que não permitia sentir. E a fragilidade que se atribui aos filhos de hoje não é, na maioria dos casos, fraqueza de caráter, mas o efeito visível de uma transmissão que se rompeu em algum ponto da cadeia.
Quanto aos netos, ainda é cedo para condená-los à mediocridade: a psicanálise nos ensina que toda geração carrega, ao mesmo tempo, a repetição e a possibilidade de diferença.
| Número de páginas | 105 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Português |
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